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As Posições de Combate Mais Icônicas e Quando Usar Cada Uma — Guia Completo

Uma posição de combate não é uma escolha estética. Ela determina cinco variáveis físicas antes que o contato seja feito: distribuição do peso, exposição do alvo, alcance de golpe, cobertura defensiva e mobilidade no chão. Lutadores canhestros que competem em esportes ortodoxos têm vantagens documentadas em combate: um estudo de 2005 nos Proceedings of the Royal Society B descobriu que a canhotia se mantém em aproximadamente 10–13% da população em parte por seleção dependente de frequência — lutadores em posição canhestra (southpaw) vencem em taxas mais altas porque a maioria dos adversários nunca enfrentou sua posição em imagem espelho. Oito posições dominam os esportes de combate e os sistemas históricos de luta; cada uma representa uma solução de engenharia específica para um problema de combate específico.

As posições de combate mais icônicas nos esportes de contato — do boxe ortodoxo ao ginga do capoeira — diagramadas e comparadas

História e Origem: Como a Filosofia da Posição Evoluiu

A ideia de otimizar a posição corporal para o combate é tão antiga quanto a luta organizada. As pinturas em vasos do pancrácio grego (a partir de 648 a.C.) mostram competidores em posições baixas, com o peso à frente e os braços levantados — reconhecivelmente semelhantes às posições de guarda modernas do MMA. A arte gladiatorial romana retrata lutadores em posições laterais que minimizam a exposição corporal enquanto apresentam o escudo. Esses não são acidentes; são descobertas empíricas feitas por praticantes em condições reais.

As tradições codificadas de posição que persistem hoje se desenvolveram através de várias linhagens independentes.

As tradições europeias de combate cristalizaram a posição de luta com mais clareza. The School of Fencing (A Escola de Esgrima) de Domenico Angelo (1763) documentou a posição en garde que permanece fundamental para a esgrima competitiva — pé da frente à frente, corpo virado de lado, mão dominante com a arma estendida. As Regras do Marquês de Queensberry (1867) padronizaram a posição ereta com a mão da frente estendida no boxe, exigindo luvas e ordenando que os combates sejam decididos principalmente por socos. Ambas as tradições convergiram para o mesmo princípio: proteger a linha central, estender a arma principal, mover o peso para o pé da frente para o ataque.

As tradições asiáticas de golpe e luta desenvolveram a filosofia de posição em paralelo. O kung fu chinês formalizou o ma bu (posição do cavalo / horse stance) como posição de fortalecimento e enraizamento até o mais tardar na dinastia Ming (1368–1644), documentada em manuais de boxe (wǔ bèi zhì). O kiba-dachi (posição do cavaleiro / horseback-riding stance) do karatê japonês é o descendente direto. As tradições japonesas de judô e luta desenvolveram o jigo tai (posição defensiva / defensive stance) e o natural shizen tai, ambos otimizados para projeções em vez de golpes.

O ginga do capoeira representa uma tradição filosófica completamente diferente: a eliminação deliberada da posição fixa. Desenvolvida entre africanos escravizados no Brasil a partir do século XVII, o movimento contínuo de balanço do capoeira (ginga) foi projetado para impedir que um adversário lesse uma posição estática ou se comprometesse com um ataque. O ginga não é uma posição, mas uma anti-posição — uma base móvel perpétua da qual cada técnica flui e à qual cada técnica retorna. Para um exame completo da mecânica e história do capoeira, veja Capoeira Fighting Explained.

O MMA moderno comprimiu essas tradições em um único ambiente competitivo a partir dos anos 1990. À medida que lutadores, judocas, boxeadores e praticantes de Muay Thai competiam entre si, a teoria da posição foi testada em tempo real. O resultado foi convergência: a maioria dos lutadores de elite do MMA hoje usa uma base de luta modificada com o posicionamento das mãos do Muay Thai — um híbrido que não existia como posição nomeada até que os praticantes o inventassem por necessidade.



Mecânica: O que uma Posição Realmente Controla

Antes de examinar as posições individuais, as variáveis que elas manipulam:

Distribuição do peso (proporção pé dianteiro/traseiro) determina velocidade versus potência. Uma divisão 60/40 frente-trás permite ataque rápido com o pé dianteiro, mas reduz a potência da perna traseira. Uma divisão 40/60 carrega a perna traseira para golpes de poder, mas desacelera o movimento para frente. A maioria das posições de boxe fica perto de 60/40; as posições de karatê variam amplamente por escola.

Exposição da linha central é o eixo vertical passando pelo rosto, garganta, esterno, plexo solar e virilha. Uma posição quadrada expõe toda a linha central; uma posição virada a reduz. A esgrima vira o corpo ao máximo (quase 90°) para minimizar a área-alvo. O boxe vira menos porque a mão dianteira deve alcançar seu alvo.

Largura da base (separação dos pés, esquerda-direita) determina a estabilidade sob pressão lateral. Uma base larga (posição do cavalo / horse stance) resiste ao empurrão lateral, mas é lenta para iniciar o movimento. Uma base estreita permite mudanças de direção rápidas, mas é vulnerável a varreduras de pé.

Altura da guarda (posicionamento das mãos) é tecnicamente independente do trabalho de perna, mas inseparável da posição na prática. Guardas altas protegem a cabeça; guardas baixas deixam a cabeça exposta, mas cobrem o corpo. As guardas do Muay Thai ficam mais altas do que as do boxe para interceptar golpes de joelho e cotovelo do clinch.

Dobramento do joelho é a variável mais comumente negligenciada em lutadores iniciantes. Joelhos dobrados reduzem o centro de gravidade, melhoram a estabilidade lateral e pré-carregam as pernas para o movimento explosivo. Posições com pernas esticadas parecem confortáveis estaticamente e têm desempenho ruim dinamicamente.



As 8 Posições Mais Icônicas

1. Posição Ortodoxa de Boxe (Orthodox Boxing Stance)

A posição dominante nos esportes de combate ocidentais. Pé esquerdo à frente (30–38 cm mais largo que a largura dos ombros), pé direito traseiro inclinado a aproximadamente 45° para fora, peso aproximadamente 60/40 frente-trás. Ambos os punhos levantados: mão dianteira na altura da bochecha levemente estendida, mão traseira na altura do queixo. Queixo recolhido, olhos sobre o ombro dianteiro.

A posição ortodoxa é projetada para a combinação jab-cross (jab-direto). A mão esquerda dianteira já está estendida perto do alvo e dispara em linha reta com rotação mínima do ombro. O cross direito traseiro carrega toda a rotação corporal do quadril direito, ombro direito e pivô do corpo para potência máxima. Juntos formam a combinação de soco mais refinada em qualquer arte marcial.

Quando usar: Trocas de golpes em pé contra adversários de tamanho similar ou maior. Ótima para manter distância com o jab enquanto carrega o cross traseiro para golpes de poder.

Página técnica: Posição Ortodoxa


2. Posição Canhestra (Southpaw Stance)

A imagem espelho da ortodoxa: pé direito à frente, pé esquerdo traseiro, jab direito dianteiro, cross esquerdo traseiro. Aproximadamente 10–13% da população mundial é dominante com a mão esquerda; lutadores canhotos (southpaw) em esportes predominantemente ortodoxos têm uma vantagem de treinamento sistemática.

O mecanismo é a seleção dependente de frequência em contexto competitivo: a maioria dos lutadores, independentemente do nível, realizou a grande maioria de seu sparring e treino contra adversários ortodoxos. A posição canhestra apresenta ângulos em imagem espelho — o jab do adversário vem de uma trajetória desconhecida, os golpes de poder se cruzam em vez de se alinhar, e os ângulos de trabalho de perna funcionam ao contrário. Faurie e Raymond (2005) documentaram que indivíduos canhotos vencem uma proporção desproporcionalmente alta de combates em esportes de luta em relação à sua frequência populacional, atribuindo isso a essa assimetria sistemática de treinamento.

Quando usar: Se você é dominante com a mão esquerda, esta é sua posição natural. Lutadores ortodoxos que aprendem a lutar contra canhotos devem treinar especificamente contra parceiros na posição canhestra — o ajuste de posição requer treino dedicado para ser eficaz.

Página técnica: Posição Canhestra


3. Posição de Muay Thai (Muay Thai Stance)

Similar à ortodoxa na posição dos pés, mas com diferenças fundamentais: as mãos são mantidas mais altas (antebraços mais verticais, protegendo de cotoveladas), o braço dianteiro fica mais próximo do corpo (não estendido) para se proteger do clinch, e os lutadores carregam o pé traseiro ligeiramente mais (aproximadamente 50/50 a 45/55 frente-trás) para permitir o rápido disparo do teep (chute frontal / front kick) com a perna dianteira.

A guarda mais alta é uma resposta direta às armas adicionais do Muay Thai. No boxe, baixar brevemente a guarda para atrair um ataque é uma tática reconhecida; no Muay Thai, o mesmo abaixamento convida um cotovelo ou joelho que pode encerrar a luta imediatamente.

O teep (chute de empurrão / push kick) do Muay Thai é a arma principal de controle de distância — não o jab. A posição acomoda isso: o peso pode mudar rapidamente para a perna traseira para liberar a perna dianteira para o disparo do teep.

Quando usar: Qualquer jogo de golpe que envolva cotoveladas, joelhadas ou trabalho de clinch do Muay Thai. A posição de Muay Thai é menos eficiente para trocas de boxe puro (mais peso na perna traseira reduz o alcance do jab), mas mais completa para golpes com 8 membros.


4. Posição de Luta Escalonada / Base de MMA (Staggered Wrestling Stance)

A posição fundamental para a luta e as artes marciais mistas. Pés na largura dos ombros, um pé escalonado à frente por 30–45 cm, joelhos profundamente dobrados (30–45°), quadris baixos, costas relativamente retas. Os braços são frequentemente mantidos à frente em posição de "quadro", palmas para fora ou agarrando o ar, prontos para apoiar em uma cabeça entrante ou disparar abaixo de uma guarda.

O dobramento dos joelhos é a característica definidora. Uma flexão mais profunda do que qualquer posição de golpe, porque a posição deve acomodar o passo de penetração explosivo de um duplo de perna (double leg) ou único de perna (single leg) — um movimento que requer que os quadris caiam abaixo dos quadris do adversário em um único passo. Um lutador em posição alta não pode penetrar; a posição fisicamente o impede.

Quando usar: Qualquer situação em que a ameaça de derrubada seja mútua. A posição de luta sacrifica algum alcance de golpe na cabeça (joelhos dobrados reduzem a altura) pela capacidade de derrubada e defesa de derrubada. Lutadores de elite do MMA alternam entre uma posição de golpe mais ereta (quando querem golpear) e a base de luta com joelhos dobrados (quando querem fechar a distância ou prevenir derrubadas).

Página técnica: Posição de Luta Escalonada


5. Posição do Cavalo (Horse Stance / Ma Bu / Kiba-Dachi)

Pés colocados duas vezes a largura dos ombros, dedos apontando para frente, coxas aproximadamente paralelas ao chão, costas retas, braços em várias posições de guarda dependendo da arte. A posição do cavalo (horse stance) é a posição de treinamento mais reconhecível nas artes marciais asiáticas tradicionais — usada no kung fu chinês (ma bu), no karatê japonês (kiba-dachi), no taekwondo coreano e em numerosos outros sistemas.

Não é uma posição de combate. Nenhum praticante moderno de esportes de combate adota a posição do cavalo contra um adversário real porque a base larga torna o movimento direcional lento e as varreduras de pé trivialmente fáceis. Seu valor é o treinamento: a carga isométrica sobre os quadríceps, abdutores do quadril e core quando mantida estaticamente por períodos prolongados desenvolve um tipo específico de força relevante para a estabilidade da parte inferior do corpo em luta e projeções.

A posição do cavalo também aparece transitoriamente em formas (kata no karatê, taolu no kung fu) como posição para entregar golpes horizontais — a base larga fornece uma plataforma estável para transferência de potência em ataques direcionais específicos. Nesse contexto, é uma posição momentânea, não uma guarda sustentada.

Quando usar: Treinamento e condicionamento (retenções prolongadas), sequências de kata/taolu, e técnicas específicas de potência horizontal. Nunca como posição de combate sustentada contra um adversário real.

Página técnica: Posição do Cavalo


6. En Garde (Esgrima)

A posição en garde gira o corpo ao máximo de lado — pé dianteiro apontando para o adversário, pé traseiro a 90°, criando um perfil estreito. O braço dianteiro apresenta a arma (florete, épée ou sabre); o braço traseiro sobe atrás para equilíbrio. Ambos os joelhos são dobrados para permitir o estocado linear rápido.

A posição en garde otimiza para um problema específico de armas: uma luta linear (sem luta agarrada) em que apresentar o mínimo de área-alvo corporal é primordial e todos os ataques ocorrem ao longo de um único eixo frente-trás. O corpo virado reduz a área-alvo. A orientação linear dos pés maximiza a distância do estocado. O contrapeso do braço traseiro permite recuperação após um ataque comprometido.

Contra adversários com luta agarrada ou movimento lateral, o perfil estreito do en garde é uma desvantagem — reduz a capacidade do corpo de gerar potência rotacional ou se recuperar de força lateral. Mas dentro de seu contexto (esgrima com armas sob um conjunto de regras que restringe a geometria), é a solução mais refinada para o problema de mirar que resolve.

A posição en garde influenciou diretamente vários esportes de combate modernos: a competição de HEMA (Artes Marciais Históricas Europeias), a esgrima olímpica moderna e as posições de guarda do kendo derivam dessa tradição.

Página técnica: Posição En Garde


7. Ginga (Capoeira)

O ginga (português: "balanço", "oscilação") é o movimento fundamental do capoeira — e não é uma posição no sentido convencional. Em vez de adotar uma posição corporal fixa, o capoeirista se move continuamente: recua o pé dianteiro, desloca o peso, balança o pé traseiro para frente e repete. O corpo nunca fica imóvel por mais de um instante; cada ataque e defesa flui dessa base móvel.

O propósito estratégico do ginga é a decepção e a evasão. Um adversário não pode temporizar um ataque contra um alvo em movimento com a mesma precisão que contra um alvo estático. Os chutes do capoeira — particularmente a meia-lua de frente (meia-lua frontal / front crescent kick), a armada (armada / spinning heel kick) e o au (au / cartwheel) — são todos iniciados a partir do ginga sem um movimento preparatório visível ou posição estática que telegrafie o ataque. O movimento oculta a intenção.

O capoeira foi desenvolvido por africanos escravizados no Brasil a partir do século XVII, em parte como um sistema de luta disfarçado que podia ser praticado sob a aparência de dança — uma história examinada em detalhes em Dance, Fighting, Capoeira, Zumba, and Tricking. A qualidade dançante do ginga era funcionalmente uma camuflagem; a mecânica subjacente é específica do combate. Para o catálogo completo de golpes, varreduras e acrobacias que fluem do ginga, veja Capoeira Moves: Kicks, Sweeps, and Acrobatics.

Quando usar: Competição de capoeira, demonstrações e contextos específicos do capoeira. O ginga não é diretamente transferível para o boxe ou a luta porque sacrifica potência de golpe (sem base fixa para empurrar) pela evasão. No entanto, o princípio do deslocamento contínuo do peso influenciou as teorias de trabalho de perna nas artes de golpe modernas.


8. Posição Híbrida de MMA (Hybrid MMA Stance)

Não é uma única posição, mas uma categoria prática: a síntese moderna usada pelos lutadores de elite do MMA. Características: flexão de joelho moderada (menos que a de luta, mais que a de boxe), mãos na altura do Muay Thai, pé dianteiro ligeiramente para dentro (para carregar o teep traseiro e o chute frontal), pés na largura dos ombros com aproximadamente 15–30 cm de escalonamento. A posição permite a transição entre o ataque de golpe e o ataque de derrubada sem um deslocamento de peso visível que sinalize a intenção.

A posição híbrida de MMA não foi projetada em laboratório — emergiu do treinamento cruzado nos anos 1990 e 2000 quando os lutadores descobriram que as posições de boxe puro tornavam a defesa de derrubada lenta e as posições de luta pura tornavam o golpe na cabeça impreciso. A convergência para uma solução intermediária está documentada em filmagens de combate: compare as posições dos primeiros competidores do UFC (1993–1995) com os praticantes de elite do MMA hoje, e o estreitamento da variância é claro.



Variações e Tabela Comparativa

PosiçãoPé DianteiroDistribuição do PesoFlexão dos JoelhosMãosArma Principal
Boxe OrtodoxoEsquerdo60/40 frenteLeveMédio-altaJab + cross
Canhestra (Southpaw)Direito60/40 frenteLeveMédio-altaJab direito + cross esquerdo
Muay ThaiEsquerdo50/50ModeradaAltaTeep + clinch
Luta EscalonadaVaria50/50Profunda (30–45°)Quadro baixoDuplo/único de perna
Posição do CavaloQuadrada50/50ProfundaVariávelBase de treinamento
En GardeDianteiro à frente50/50ModeradaDianteiro estendidoEstocada com arma
Ginga (Capoeira)Em movimentoEm movimentoModeradaEm movimentoChute, varredura
Híbrida MMAEsquerdo55/45ModeradaMédio-altaTodas as armas


Estatísticas / Uso no Mundo Real

Ponto de DadosValorFonte
Frequência de canhotia na população geral10–13%Papadatou-Pastou et al., Psychological Bulletin (2020)
Descoberta de vantagem em combate do canhotoTaxa de vitória maior em esportes de combate, desproporcional ao % da populaçãoFaurie & Raymond, Proc. Royal Soc. B (2005), DOI: 10.1098/rspb.2004.2926
Documentação da posição no pancrácioPinturas em vasos a partir de 648 a.C. mostram posições com guarda levantada e peso à frenteMiller, Arete (2004, UC Press)
Documentação histórica da posição do cavaloManuais de artes marciais da dinastia Ming (wǔ bèi zhì), 1621 d.C.Mao Yuanyi, Wubei Zhi (1621)
En garde da esgrima formalizadoDomenico Angelo, The School of Fencing (1763)Angelo, L'École des armes (Londres, 1763)
Primeira documentação acadêmica do ginga do capoeiraRegistros coloniais brasileiros do século XVIIAssunção, Capoeira: The History of an Afro-Brazilian Martial Art (2005)
Regras do Marquês de Queensberry (posição de boxe padronizada)Publicadas em 1867Chambers, J.G., Marquess of Queensberry Rules (1867)


Erros Comuns na Posição

  1. Ficar muito ereto. O erro mais comum em iniciantes em todas as artes de combate. Uma posição com pernas estendidas e alto centro de gravidade é lenta para se mover, fácil de derrubar e incapaz de gerar potência das pernas. Todo esporte de combate requer joelhos dobrados — o grau varia, mas zero de dobramento é sempre errado.

  2. Posição quadrada sem propósito. Virar quadrado (pés alinhados, peito voltado para o adversário) maximiza o alcance do soco e é apropriado em algumas situações de luta. Como posição de combate padrão, dobra a exposição da linha central. Iniciantes frequentemente viram quadrado instintivamente sob pressão — o corpo quer encarar a ameaça diretamente, mesmo que a posição treinada seja virada.

  3. Abaixar a guarda entre as técnicas. As mãos caem após lançar um soco ou chute. No sparring, isso é penalizado intermitentemente; na competição contra parceiros treinados, é penalizado consistentemente. A guarda deve ser ativamente reajustada para a posição correta após cada técnica.

  4. Ângulo incorreto do pé dianteiro. O ângulo do pé dianteiro determina qual movimento subsequente está disponível. Muito para dentro carrega o quadril errado para os chutes da perna traseira; muito para fora limita o movimento lateral para trás. A maioria das artes visa um ângulo de 15–30° para dentro da direção reta para o pé dianteiro.

  5. Negligenciar o trabalho de perna como parte da posição. Uma posição não é uma posição estática; é o ponto de partida para o movimento. Treinar uma posição em pé parado não produz habilidade utilizável. A posição deve ser treinada em movimento — avançando, recuando, circulando à esquerda e à direita — sob resistência.

  6. Aplicar uma posição específica de um esporte em contexto inadequado. A posição de boxe com queixo recolhido e ambas as mãos na altura da cabeça é ótima para o boxe. Em uma briga que inclui chutes (ou se você não sabe se chutes virão), o queixo recolhido se torna uma suposição menos confiável. O contexto determina qual posição é correta.

  7. Ignorar o princípio do ginga. Não capoeiristas raramente treinam o deslocamento contínuo do peso como ferramenta defensiva. O ginga representa o mais alto desenvolvimento da posição como sistema de evasão em movimento. Mesmo lutadores que não praticam capoeira se beneficiam de entender o princípio: um lutador que está sempre em movimento é mais difícil de temporizar do que um que está parado.



Perguntas Frequentes

Qual é a melhor posição de combate para defesa pessoal? A posição híbrida de MMA (flexão de joelho moderada, guarda alta, escalonamento na largura dos ombros) fornece a cobertura mais ampla nos cenários mais comuns do mundo real. Ela acomoda tanto a defesa de golpes (mãos altas o suficiente para bloquear socos) quanto a defesa de luta agarrada (joelhos dobrados reduzem a vulnerabilidade a derrubadas).

Devo treinar na posição ortodoxa se sou canhoto? Não. Treine na posição canhestra (southpaw) se você é canhoto. A posição canhestra coloca sua mão dominante na posição traseira de poder, que é onde você a quer. Muitos treinadores de boxe historicamente empurravam lutadores canhotos a mudar para a posição ortodoxa por "razões comerciais" (os confrontos ortodoxo contra ortodoxo são mais fáceis de promover).

A posição do cavalo é realmente útil? Para treinamento de força isométrica, sim. Como posição de combate sustentada contra um adversário real, não — a base larga torna o movimento direcional lento e elimina a mobilidade lateral. Trate-a como um exercício de desenvolvimento de força, não como uma posição de combate.

O que torna o ginga do capoeira diferente de apenas se mover? O ginga é um padrão rítmico específico — uma transferência contínua de peso entre três pontos — que cria mudanças de posição corporal previsíveis cronometradas com a música (ritmo do berimbau em contextos tradicionais). Esse ritmo tanto mascara o momento do ataque (o movimento é constante, então o adversário não pode identificar o momento do ataque) quanto cria uma linguagem estética compartilhada dentro da prática do capoeira. Capoeira Fighting Explained cobre isso em profundidade.

Os lutadores profissionais de MMA usam a mesma posição durante toda a luta? Lutadores de elite mudam de posições de acordo com a situação. Eles usam uma posição de boxe mais ereta quando querem ficar em pé e golpear; caem em uma base de luta com joelhos dobrados quando querem disparar ou defender derrubadas. Mudar de posições é uma habilidade especificamente treinada — se o deslocamento de peso que acompanha a mudança for visível, os adversários podem temporizar os ataques para a transição.

Por que a esgrima usa um perfil lateral tão extremo? Porque na esgrima com armas, o corpo é o alvo e a arma é a ferramenta ofensiva principal. Minimizar o perfil corporal reduz a área contra a qual a arma do adversário pode marcar legalmente. Na luta desarmada, virar de lado limita o alcance da mão traseira, tornando-o uma posição padrão ruim. A geometria do problema é diferente.

Como eram as posições dos lutadores antigos? As pinturas em vasos do pancrácio retratam lutadores em posições com peso à frente, joelhos dobrados, braços levantados e mãos abertas (sem punhos — os golpes eram dados com a mão aberta ou estilo soco, mas as luvas mudaram a convenção da forma da mão). As representações de luta da Babilônia (por volta de 2600 a.C.) mostram posições de clinch com quadris baixos. Os princípios biomecânicos — baixo centro de gravidade, joelhos dobrados, mãos protegendo a cabeça — são consistentes ao longo de milhares de anos porque derivam da mesma física.



Referências

  1. Faurie, C., & Raymond, M. (2005). "Handedness, homicide and negative frequency-dependent selection." Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences, 272(1558), 25–28. DOI: 10.1098/rspb.2004.2926.
  2. Papadatou-Pastou, M., et al. (2020). "Human handedness: A meta-analysis." Psychological Bulletin, 146(6), 481–524. DOI: 10.1037/bul0000229.
  3. Angelo, D. (1763). L'École des armes (The School of Fencing). Londres: R. & J. Dodsley. (Fonte primária histórica sobre o en garde da esgrima).
  4. Assunção, M.R. (2005). Capoeira: The History of an Afro-Brazilian Martial Art. Routledge. ISBN 978-0-7146-8086-7.
  5. Miller, S.G. (2004). Arete: Greek Sports from Ancient Sources, 3ª ed. University of California Press. ISBN 978-0-520-24154-8.
  6. Mao Yuanyi. (1621). Wubei Zhi [武備志]. Manual militar da dinastia Ming documentando posições de combate chinesas, incluindo a posição do cavalo.
  7. Nakayama, M. (1966). Dynamic Karate. Kodansha International. ISBN 978-0-87011-655-4. (Documenta o kiba-dachi e a mecânica da posição do karatê).
  8. Chambers, J.G. (1867). Marquess of Queensberry Rules. Sportsman's Life Magazine. (Padronizou as convenções de posição de boxe para competição com luvas).
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